Affligem é uma pequena comunidade belga onde a abadia local teve desde a sua fundação em 1074 tradições na produção de cerveja. Com uma história conturbada devido à sua localização, a abadia foi destruída e reconstruida diversas vezes mas foi só com a Segunda Guerra Mundial é que deixou definitivamente de produzir cerveja. Em 1956 a marca e as receitas são licenciadas pelos monges a uma cervejeira comercial da região que no ano 2000 foi adquirida pela Heineken.
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Heineken Grandcafé
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
26.1.14
Tocou o despertador!!!... São 5 da manhã e tenho um voo para Madrid. Levantar, vestir, chamar o taxi... A esta hora a viagem até ao aeroporto é calma, são 10 minutos em que se pode relaxar um pouco e baixar o stress. Chega-se ao terminal das partidas e agora temos Heineken Grandcafé logo à entrada. Tenho tempo... vou beber um café...
A Cerveja Preta da Rodada
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
18.11.13
Uma das questões mais cruciais para qualquer adulto em Portugal e que fraciona a sociedade portuguesa é a pergunta: Sagres ou Super Bock? A esta pergunta sempre respondi convictamente: Sagres. Um pouco contra-corrente pois a Super Bock sempre foi percebida pela minha geração com tendo um perfil mais jovem e a Sagres como a cerveja dos cotas. Mas sendo a Sagres um pouco mais amarga e seca sempre me encheu mais as medidas.
Os Meus Vinhos para o Natal
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
23.12.12
Dirão vocês que deveria ter escrito isto mais cedo para que pudessem usar as minhas recomendações para ir às compras. Mas na realidade não são recomendações mas constatações daquilo que tinha guardado e estava a gritar para ser aberto neste Natal. Por esta altura já entrei em estágio pré-natalício e algumas das garrafas de que vou falar até já foram abertas e a maioria nem deverão estar disponíveis no mercado. Mais do que grandes vinhos o que gosto de beber e partilhar nestes dias são vinhos aos quais tenho ligações emocionais ou aqueles vinhos únicos pela idade ou pela originalidade. Mas se tiverem que comprar uma prenda de última hora ainda vão a tempo de seguir os meus conselhos do ano passado.
Não esperem ler aqui sobre os melhores ou mais famosos vinhos. São apenas os meus vinhos do Natal. Para perceberem a ideia, digo-vos que enquanto comecei a escrever isto estava a beber um Fontanário de Pegões Tinto 2005 que encontrei por aqui perdido na casa do meu pai e que me deu um imenso prazer beber, apesar de não passar de um vinho corrente que se escondeu por 7 anos, para neste dia me alegrar a noite. Nem sempre estas coisas correm bem mas às vezes corre muito bem.
Não esperem ler aqui sobre os melhores ou mais famosos vinhos. São apenas os meus vinhos do Natal. Para perceberem a ideia, digo-vos que enquanto comecei a escrever isto estava a beber um Fontanário de Pegões Tinto 2005 que encontrei por aqui perdido na casa do meu pai e que me deu um imenso prazer beber, apesar de não passar de um vinho corrente que se escondeu por 7 anos, para neste dia me alegrar a noite. Nem sempre estas coisas correm bem mas às vezes corre muito bem.
Estrella Damm Inedit
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
10.12.12
Há umas semanas atrás, andava eu descansado da vida a fazer compras no supermercado até que quando seguia pelo corredor da cerveja esta estrela me chamou a atenção. Não demorei muito a confirmar que se tratava da cerveja de que o Jorge me tinha falado há uns tempos mas que eu ainda não tinha tido a oportunidade de provar. Sem muitas hesitações comprei umas garrafas para provar.
Kronenbourg 1664 Blanc
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
8.7.12
Há duas variedades principais de cervejas de cervejas de trigo: as cervejas de trigo de estilo alemão (weissbier ou weizenbier) e as cervejas de estilo belga (witbier ou blanche). As alemãs tradicionalmente usam uma mistura de malte de trigo e de malte cevada e as belgas usam também trigo não maltado tendo como principal caraterística distintiva a utilização de coentros e casca de laranja para aromatizar a cerveja. Normalmente as cervejas de trigo são turvas por não serem filtradas embora existam também cervejas de trigo filtradas como as kristallweizen.
Eu sou um grande apreciador das cervejas de trigo. Por não ser muito fácil encontra-las em Portugal sempre que tenho possibilidade de as beber não perco a oportunidade. A primeira vez que provei uma blanche terá sido em Bruxelas e dado que as witbiers ou blanches também são conhecidas como Blanches de Bruxelles foi um sítio bastante apropriado para provar este estilo de cerveja. A cerveja que provei nessa altura era aquela que deverá ser a mais antiga e conhecida blanche de todo o mundo, a Hoegaarden.
Hoegaarden é uma localidade belga perto de Leuven que é conhecida pelas suas witbiers desde a idade média. Em meados do século passado a witbier quase esteve extinta comercialmente quando fechou a última cervejeira de Hoegaarden em 1957. Passados 8 anos alguns habitantes da localidade decidiram ressuscitar a sua cerveja segundo as receitas tradicionais e foi criada a Hoegaarden. Os anos 80 foram determinantes para a expansão deste tipo de cerveja quando se tornou a cerveja preferida da comunidade estudantil belga. Atualmente este tipo de cerveja é produzida e consumida por todo o mundo.
É habitual as blanches serem servidas e bebidas com uma rodela de limão. Isto de por limão na cerveja não parece muito macho (a não ser que estejamos a falar da Corona) mas garanto-vos que sabe bastante bem.
De vez quando, reencontro-me com as blanches, a Hoegaarden até se encontra nos supermercados do El Corte Inglés, nos bares não é fácil de encontrar. É mais difícil de encontrar as blanches que as weissbiers alemãs que são relativamente comuns em qualquer hipermercado e habituais em sítios como a Lusitana ou a Republica da Cerveja. O único sitio em que eu consegui beber blanche de pressão em Portugal foi no Frog Pub do Parque das Nações que abriu após a Expo 98 e que infelizmente fechou já há alguns anos. Foi lá que vi a final do Euro 2004 com umas blanches a acompanhar. Eu sei, se calhar se tivesse ido para a Portugália beber imperial preta a coisa tinha corrido melhor... Mas há uns dias até acompanhei o Portugal - Espanha com Conde d'Ervideira Reserva Tinto 2010 e o resultado não foi muito melhor...
Tudo isto para falar da Kronenbourg 1664 Blanc... Há umas semanas atrás estava em Toulouse a comer um hamburguer e a beber uma Guinness num pub irlandês e ouvi a palavra Blanche a ecoar pela sala. Não resisti em pedir e trouxeram-me uma Kronenbourg 1664 Blanc. Uma blanche muito interessante pois é aromatizada com limão tendo um aroma cítrico muito agradável. Fiquei feliz por ter voltado a beber uma blanche. Fico feliz com pouco...
Enquanto pesquisava para este artigo descobri que há um Frog Pub em Toulouse... Quando voltar a Toulouse tenho de ir lá beber uma cerveja.
Eu sou um grande apreciador das cervejas de trigo. Por não ser muito fácil encontra-las em Portugal sempre que tenho possibilidade de as beber não perco a oportunidade. A primeira vez que provei uma blanche terá sido em Bruxelas e dado que as witbiers ou blanches também são conhecidas como Blanches de Bruxelles foi um sítio bastante apropriado para provar este estilo de cerveja. A cerveja que provei nessa altura era aquela que deverá ser a mais antiga e conhecida blanche de todo o mundo, a Hoegaarden.
Hoegaarden é uma localidade belga perto de Leuven que é conhecida pelas suas witbiers desde a idade média. Em meados do século passado a witbier quase esteve extinta comercialmente quando fechou a última cervejeira de Hoegaarden em 1957. Passados 8 anos alguns habitantes da localidade decidiram ressuscitar a sua cerveja segundo as receitas tradicionais e foi criada a Hoegaarden. Os anos 80 foram determinantes para a expansão deste tipo de cerveja quando se tornou a cerveja preferida da comunidade estudantil belga. Atualmente este tipo de cerveja é produzida e consumida por todo o mundo.
É habitual as blanches serem servidas e bebidas com uma rodela de limão. Isto de por limão na cerveja não parece muito macho (a não ser que estejamos a falar da Corona) mas garanto-vos que sabe bastante bem.
De vez quando, reencontro-me com as blanches, a Hoegaarden até se encontra nos supermercados do El Corte Inglés, nos bares não é fácil de encontrar. É mais difícil de encontrar as blanches que as weissbiers alemãs que são relativamente comuns em qualquer hipermercado e habituais em sítios como a Lusitana ou a Republica da Cerveja. O único sitio em que eu consegui beber blanche de pressão em Portugal foi no Frog Pub do Parque das Nações que abriu após a Expo 98 e que infelizmente fechou já há alguns anos. Foi lá que vi a final do Euro 2004 com umas blanches a acompanhar. Eu sei, se calhar se tivesse ido para a Portugália beber imperial preta a coisa tinha corrido melhor... Mas há uns dias até acompanhei o Portugal - Espanha com Conde d'Ervideira Reserva Tinto 2010 e o resultado não foi muito melhor...
Tudo isto para falar da Kronenbourg 1664 Blanc... Há umas semanas atrás estava em Toulouse a comer um hamburguer e a beber uma Guinness num pub irlandês e ouvi a palavra Blanche a ecoar pela sala. Não resisti em pedir e trouxeram-me uma Kronenbourg 1664 Blanc. Uma blanche muito interessante pois é aromatizada com limão tendo um aroma cítrico muito agradável. Fiquei feliz por ter voltado a beber uma blanche. Fico feliz com pouco...
Enquanto pesquisava para este artigo descobri que há um Frog Pub em Toulouse... Quando voltar a Toulouse tenho de ir lá beber uma cerveja.
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