Está a decorrer mais um edição do Peixe em Lisboa. Estive por lá no passado Sábado desde a primeira hora e deixei-me ficar até à noite. Acabei por não ficar para as Noites do Peixe que estendem as noites até às 2 da manhã às Sextas e aos Sábados. Almocei em grupo tendo sido trazidos para a mesa uns 10 pratos que partilhámos por 4. Nesta ronda que apesar de abrangente esteve bem longe de ser completa destacaram-se os estreantes Ibo e Bertílio Gomes com Chapitô à Mesa e o veterano nestas lides, Ribamar.
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Festival do Ouriço na Marisqueira César
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Rui Barradas Pereira
em
9.4.16
O Festival do Ouriço do Mar está a decorrer na Ericeira até dia 10 de Abril com os 12 restaurantes participantes a oferecer pratos com Ouriço do Mar que na maioria dos casos só estarão disponíveis durante os dias do festival. Se forem apreciadores de Ouriços do Mar ainda têm dois dias para rumar à Ericeira e desfrutar destes pratos. Deixo-vos ficar com os instantâneos daquilo que poderão provar caso optem pela Marisqueira César.
Taste Wars - Episódio V - #2 Jour to Cook
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Rui Barradas Pereira
em
6.4.16
Continuação de Taste Wars - Episódio IV - Tabik
Depois de termos ido ao Tabik foi organizado um jantar a 4 mãos com o Manel Lino e o Ricardo Komori na Cozinha Popular da Mouraria. A Cozinha Popular da Mouraria é um projecto muito interessante criado pela Adriana Freire que conheci por aqui e por ali. Mais do que um restaurante pretende ser um porto de abrigo para o bairro. Durante a semana funciona como restaurante em que pessoas do bairro trabalham na cozinha e na sala servindo pratos de origens diversas a reflectir as também diversas origens dos seus habitantes. Uma vez por semana pelo menos abre a suas portas ao bairro para uma refeição comunitária em que alguns dos habitantes cozinham para os outros. Abre também para eventos especiais como foi este #2 Jour to Cook em que o Ricardo Komori se juntou ao Manel Lino numa quase despedida do Ricardo de Portugal com a sua saída do Bonsai para um ano sabático no Japão.
Depois de termos ido ao Tabik foi organizado um jantar a 4 mãos com o Manel Lino e o Ricardo Komori na Cozinha Popular da Mouraria. A Cozinha Popular da Mouraria é um projecto muito interessante criado pela Adriana Freire que conheci por aqui e por ali.
Taste Wars - Episódio IV - Tabik
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
15.3.16
Continuação de Taste Wars - Episódio I - As Carrafouchas
Assim no aniversário da Ana, cumprindo a nossa tradição, lá fomos nós experimentar a cozinha do Manel ao Tabik. Antes de mais o espaço está muito bem conseguido, com um certo despojamento, com a textura do pinho usado na paredes e nas mesas a ser deixada nua dando-lhe um ar moderno com um toque de rusticidade. Estruturas de madeira como as que poderiam ter sido usadas para a estrutura das paredes de um edificio feito usando a técnica de tabique do período pombalino marcam os espaços da sala. A técnica de tabique designa genericamente a utilização de estruturas de madeira nas paredes dos edifícios com funções estruturais ao nível do edifício. No seguimento do terramoto de 1755 esta técnica foi aperfeiçoada usando técnicas usadas na construção naval dando origem à gaiola pombalina que foi usada aqui como imagem identitária do Tabik.
Assim no aniversário da Ana, cumprindo a nossa tradição, lá fomos nós experimentar a cozinha do Manel ao Tabik. Antes de mais o espaço está muito bem conseguido, com um certo despojamento, com a textura do pinho usado na paredes e nas mesas a ser deixada nua dando-lhe um ar moderno com um toque de rusticidade.
Bloggers Challenge the Third
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Rui Barradas Pereira
em
9.3.16
No passado dia 4 de Fevereiro realizou-se a terceira edição do Bloggers Challenge. Desta vez o local da contenda foi o Volver de Carne y Alma, um restaurante bem interessante que há uns anos se chamava Quinta de Frades e há uns anos mudou para um registo mais carnívoro em torno carne e da comida com inspiração na Argentina. Nos tempos da Quinta dos Frades quando conheci este restaurante o Chakall era consultor no restaurante e na cozinha como chefe residente estava o Igor Martinho que em 2009 ganhou o concurso Chefe Cozinheiro do Ano.
Os Açores voltaram a Lisboa
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Rui Barradas Pereira
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26.2.16
Os Açores voltaram mais uma vez a Lisboa e desde 19 de Fevereiro assentaram arraiais no Terraço do Tivoli Lisboa. Pela mão dos chefs do restaurante Anfiteatro integrado na Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada, Sandro Meireles, Pedro Oliveira, Cláudio Pontes e Nuno Santos, foi a vez dos Açores em mais uma etapa nesta viagem por Portugal de Norte a Sul que a Fátima Moura e o Tivoli Lisboa nos tem vindo a proporcionar. Desta vez só já perto do final da iniciativa é que tive a oportunidade ir lá provar os Açores e digo-vos que valerá bem a pena aproveitarem os 2 dias que vos restam para passarem por lá.
Tivoli Ó Balcão
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Rui Barradas Pereira
em
16.9.15
Começou hoje a quinta etapa da iniciativa Portugal de Norte a Sul que desta vez faz escala no Ribatejo pela mão do Rodrigo Castelo e da Taberna Ó Balcão. Assim até 26 de Setembro será possível provar alguns pratos emblemáticos da carta da taberna como o Lombo de Fataça com Arroz de Berbigão ou a Lombeta de Novilho com Triologia de Batata Doce e alguns pratos novos como o Tártaro de Peixe do Rio e Marisco ou o Galo do Campo com Puré de Ervilhas que farão as suas primeiras aparições públicas por estes dias no Tivoli.
O Rei vai com Pouca Roupa
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Rui Barradas Pereira
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16.7.15
A João Portugal Ramos tem um longo historial de conseguir colocar no mercado vinhos de com uma relação qualidade preço muito boa mantendo uma enorme consistência ao longo dos anos. A apresentação de uma nova gama da João Portugal Ramos gera por isso alguma expectativa. O nome e a imagem desta nova gama não foram revelados antes do evento de apresentação e foi por isso com alguma curiosidade que fui ao Le Jardin que está integrado no espaço Embaixada no Palacete Ribeiro da Cunha junto ao Príncipe Real. A primeiras indicações acerca do nome eram uma sigla: PR. Isso até parecia fazer sentido apontando para uma de duas abordagens: a utilização de uma sigla relacionada com o produtor como marca ou a criação de uma nova marca resultando de uma simplificação do nome da empresa produtora como seria por exemplo Portugal Ramos. O que não estava à espera é que PR fosse a abreviatura de Pouca Roupa, o novo dress code da João Portugal Ramos.
Última Assinatura
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Rui Barradas Pereira
em
6.7.15
Já deve ter lido por aí que o Assinatura serviu a sua última refeição na passada 3ª feira. Só não passei por lá nesta última fase sob o comando de João Pereira, passei por lá com todos os outros chefs. Com o Henrique Mouro passei por lá três vezes, duas em Restaurant Weeks e uma para um menu de cogumelos. A Assinatura era do Henrique e a sua saída acabou por ser um prenúncio deste fim. Hoje é fácil dizer isto mas logo na altura a transição parecia difícil e que se calhar um novo nome e/ou uma nova imagem teria sido uma boa ideia. O espaço estava muito marcado e feito à imagem do Henrique Mouro e era quase impossível não ver o espaço como o restaurante do Henrique Mouro.
Mas o facto de o novo chef ser o João Sá levou-me a pensar que não havia nada a temer. A realidade não se revelou assim tão simples e João teve algumas dificuldades em adaptar-se ao espaço e parece ter havido ali uma falta de sintonia com a equipa. Tudo isto acabou por ditar a sua saída passados cerca de 6 meses. Passei por lá num almoço de apresentação dos vinhos Foz Torto e achei que havia por ali ideias muito interessantes mas parecia também existirem alguns problemas na concretização destas ideias. Tive alguma pena da saída do João pois penso que poderia mostrar mais. Ficaram a ganhar os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa que passaram a contar com o João em exclusividade.
Com a saída do João Sá foi a vez de Vitor Areias comandar o Assinatura durante cerca de 1 ano. O Vitor Areias já era sub-chefe do João Sá e talvez também por isso a adaptação pareceu bem mais fácil tendo tido uma boa recepção ao seu trabalho logo desde que tomou conta da cozinha. Eu confesso que na altura desconfiei um pouco, tal era o entusiasmo. Mas consistentemente as noticias que vinham dali eram boas e no inicio do ano fui lá almoçar com a Ana pelo meu aniversário. No geral achei que havia ali muito respeito pelos ingredientes e pelo pontos de cozedura, uma cozinha cheia de sabor com algumas referencias a produtos nobres da nossa tradição gastronómica.
Como pontos de melhoria encontrei aquilo que até é habitual em chefs mais jovens e às vezes menos jovens: no desejo de mostrar, por vezes acrescenta-se componentes aos pratos que acabam por acrescentar pouco e insistir em certos componentes que nem sempre fazem sentido ou que são de difícil abordagem. Só para dar um exemplo, se o salmonete estava perfeito, as algas que o acompanhava eram um pouco difíceis de abordar devido a serem quase impossíveis de cortar. Mas no geral o nível foi bastante alto e é com pena que se assiste ao fim desta associação e deste espaço. Ficarei com atenção aos novos projetos do Vítor Areias. Por agora deixo ficar aqui os instantâneos desta última assinatura e um queixume final.
Este verão parece vir ter muitas semelhanças com o que ocorreu em 2013 com vários fechos, saídas e entradas. Eu vejo sempre com algum cepticismo estas danças de cadeiras pois uma das razões que me parecem levar a alguma falta reconhecimento dos nossos restaurantes no estrangeiro e nos guias internacionais é a curta duração dos projectos que quando estão a começar a atingir a maioridade terminam ou vêem as equipas e os conceitos substancialmente alterados. Se por um lado parece haver uma constante procura da novidade que possa atrair mais público a novas experiências por outro os profissionais da área parecem estar sempre à procura do novo projeto onde duma vez por todas vão conseguir afirmar a sua criatividade.
Um estrangeiro que tenha visitado Lisboa à 3 ou 4 anos e olhe para os restaurantes de topo em Lisboa encontrará poucas semelhanças com a atualidade. Olhando para os 10+ da Mesa Marcada em 2011 (Restaurantes e Chefs) dos restaurantes de Lisboa dessas listas os únicos que se mantêm abertos com o mesmo chef são o 100 Maneiras, a Tasca da Esquina e o Cantinho do Avillez. Além disso lembro-me do Eleven... Mesmo que os inspetores Michelin nos quisessem dar mais estrelas em Lisboa convenhamos que com esta instabilidade é difícil justificá-las...


Mas o facto de o novo chef ser o João Sá levou-me a pensar que não havia nada a temer. A realidade não se revelou assim tão simples e João teve algumas dificuldades em adaptar-se ao espaço e parece ter havido ali uma falta de sintonia com a equipa. Tudo isto acabou por ditar a sua saída passados cerca de 6 meses. Passei por lá num almoço de apresentação dos vinhos Foz Torto e achei que havia por ali ideias muito interessantes mas parecia também existirem alguns problemas na concretização destas ideias. Tive alguma pena da saída do João pois penso que poderia mostrar mais. Ficaram a ganhar os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa que passaram a contar com o João em exclusividade.
Com a saída do João Sá foi a vez de Vitor Areias comandar o Assinatura durante cerca de 1 ano. O Vitor Areias já era sub-chefe do João Sá e talvez também por isso a adaptação pareceu bem mais fácil tendo tido uma boa recepção ao seu trabalho logo desde que tomou conta da cozinha. Eu confesso que na altura desconfiei um pouco, tal era o entusiasmo. Mas consistentemente as noticias que vinham dali eram boas e no inicio do ano fui lá almoçar com a Ana pelo meu aniversário. No geral achei que havia ali muito respeito pelos ingredientes e pelo pontos de cozedura, uma cozinha cheia de sabor com algumas referencias a produtos nobres da nossa tradição gastronómica.
Como pontos de melhoria encontrei aquilo que até é habitual em chefs mais jovens e às vezes menos jovens: no desejo de mostrar, por vezes acrescenta-se componentes aos pratos que acabam por acrescentar pouco e insistir em certos componentes que nem sempre fazem sentido ou que são de difícil abordagem. Só para dar um exemplo, se o salmonete estava perfeito, as algas que o acompanhava eram um pouco difíceis de abordar devido a serem quase impossíveis de cortar. Mas no geral o nível foi bastante alto e é com pena que se assiste ao fim desta associação e deste espaço. Ficarei com atenção aos novos projetos do Vítor Areias. Por agora deixo ficar aqui os instantâneos desta última assinatura e um queixume final.
Este verão parece vir ter muitas semelhanças com o que ocorreu em 2013 com vários fechos, saídas e entradas. Eu vejo sempre com algum cepticismo estas danças de cadeiras pois uma das razões que me parecem levar a alguma falta reconhecimento dos nossos restaurantes no estrangeiro e nos guias internacionais é a curta duração dos projectos que quando estão a começar a atingir a maioridade terminam ou vêem as equipas e os conceitos substancialmente alterados. Se por um lado parece haver uma constante procura da novidade que possa atrair mais público a novas experiências por outro os profissionais da área parecem estar sempre à procura do novo projeto onde duma vez por todas vão conseguir afirmar a sua criatividade.
Um estrangeiro que tenha visitado Lisboa à 3 ou 4 anos e olhe para os restaurantes de topo em Lisboa encontrará poucas semelhanças com a atualidade. Olhando para os 10+ da Mesa Marcada em 2011 (Restaurantes e Chefs) dos restaurantes de Lisboa dessas listas os únicos que se mantêm abertos com o mesmo chef são o 100 Maneiras, a Tasca da Esquina e o Cantinho do Avillez. Além disso lembro-me do Eleven... Mesmo que os inspetores Michelin nos quisessem dar mais estrelas em Lisboa convenhamos que com esta instabilidade é difícil justificá-las...
By the Ripanço
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
26.6.15
No inicio do ano, a José Maria da Fonseca inaugurou um espaço, com o nome de By the Wine, que pretende ser uma sala de visitas para a empresa em Lisboa. Localizada na Rua das Flores entre a Praça Luís de Camões e o Caís do Sodré acaba estar numa zona mais resguardada embora bem perto de algumas das mais frequentadas zonas de diversão noturna e atração turística. A ideia é constituir-se como um bar de vinhos onde é possível beber a copo qualquer dos vinhos da gama da José Maria da Fonseca acompanhado por alguns petiscos duma carta que não sendo longa acaba por ter uma oferta abrangente e interessante sendo possível fazer uma refeição num registo petisqueiro. Mas se é possível beber um copo vinho também é possível comprar qualquer dos vinhos da carta para levar para casa pelos seus preços de retalho, acrescentando uma vertente de garrafeira à casa.
Conversas de Café
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
7.6.15
Vocês já devem saber que sou um pouco psicopata no que ao café diz respeito. E se já o era, estou em vias de me tornar ainda mais depois de um mini workshop que fiz na Academia do Café onde deu para perceber que por muito que gostemos do nosso café, a maioria do café que bebemos é uma fraca imagem daquilo que poderia ser. Beber um café na Academia do Café muda completamente a nossa perspectiva do que é o café mesmo a mim que achava que sabia alguma coisa sobre café.
Cereja do Fundão
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
31.5.15
A Câmara Municipal do Fundão tem sido uma das mais ativas na promoção dos seus produtos regionais e a sua grande bandeira e o principal foco da sua promoção tem sido a cereja. O facto de 50% da produção de cereja em Portugal ter origem neste concelho explica bem a razão pela qual o Município tem investido tanto na promoção da marca Cereja do Fundão. Estando agora as primeiras cerejas do ano a chegar ao mercado, algo tardias este ano dizem-me, foi a altura de dar inicio à campanha promocional de 2015. Para dar inicio a esta campanha em Lisboa escolheu-se o Santini que por esta altura do ano disponibiliza o Gelado de Cereja do Fundão.
As Provas do Festival do Vinho do Douro Superior 2014
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
20.5.15
A menos de uma semana da 4ª edição do Festival do Vinho do Douro Superior fica aqui o último capitulo desta trilogia sobre a edição do ano passado. Nas últimas semanas já falei aqui das visitas e dos jantares e é agora a vez dos instantâneos das provas. Foram quatro as provas, três de vinhos, Tintos, Brancos e Portos e uma de Azeites. Pouco tempo após a chegada a Vila Nova Foz Côa tivemos a provas dos Tintos do Douro Superior que viria a ser uma das provas mais interessantes do evento. Organizada pelo João Paulo Martins, este procurou dar a provar uma amostra diversificada e representativa do Douro Superior, monocastas das castas mais representativas, vinhos de agricultura biológica, vinhos de vinhas velhas e obviamente vinhos de lote. Daquele que considerei o melhor vinho desta prova, o Ferreirinha Reserva Especial 2003 já falei aqui. Destaco ainda um outro vinho que gostei bastante, o Quinta do Lubazim Grande Reserva 2009 que mostrou um perfil predominantemente mineral com um ligeiro floral e com uns taninos finos e elegantes e algum apimentado.
Os Jantares do Festival do Vinho do Douro Superior 2014
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
12.5.15
Já faltam menos de duas semanas para a edição de 2015 do Festival do Vinho do Douro Superior e depois de ter deixado ficar por aqui os instantâneos das visitas que efectuámos âmbito da última edição do Festival do Vinho do Douro Superior é a vez dos jantares. Ficam só a faltar as provas. Foram dois os jantares em que tivemos a oportunidade de participar. Um deles fazia parte do programa aberto ao público do festival e o outro foi organizado pelo produtor Palato do Côa para convidados do produtor e da organização.
As Visitas do Festival do Vinho do Douro Superior 2014
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
6.5.15
É já daqui a menos de três semanas que se vai realizar a 4ª edição do Festival do Vinho do Douro Superior. Ao longo dos últimos anos este evento tem vindo a consolidar a sua presença no calendário anual de eventos vínicos em Portugal. Se grande parte do seu público parece ser local, este evento tem vindo a atrair cada vez mais visitantes, a pretexto dos seus vinhos, para uma região com um grande potencial turístico que parece no entanto ainda sub-explorada. No ano passado tive a oportunidade de lá ir mas acabei por nunca fazer aqui a devida justiça ao que por lá vi e provei. Na altura fiz um pequeno artigo sobre o evento e durante o ano recuperei alguns momentos aqui, ali e acolá mas nunca cumpri a promessa de falar das visitas, dos jantares e das provas. Este ano devido ao furacão Rafael não poderei lá voltar mas não queria deixar passar esta edição sem deixar por aqui os instantâneos deste evento numa espécie de antevisão do que poderão encontrar caso decidam lá ir.
Guia do Enoturismo em Portugal
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
18.4.15
Em alguns países o enoturismo é considerado um dos pilares de uma empresa vitivinícola. Há algum tempo ouvi falar do caso de uma empresa de tanoaria portuguesa especializada em balseiros que tinha como principal mercado para o fornecimento de balseiros a adegas norte-americanas. Um balseiro é um deposito feito de madeira para fermentação e/ou estágio de vinho com capacidades que podem ir até ao 30 000 litros. É uma espécie de barrica gigante. Historicamente o principal uso de balseiros em Portugal é o estágio de vinho do Porto como as visitas às caves do Porto em Gaia podem facilmente testemunhar. Poderá ser um choque para os mais puristas mas esta obsessão por balseiros destas adegas norte-americanas não tem a ver exclusivamente com critérios enológicos. É bem mais acolhedor ter uma adega com depósitos em madeira do que dominada pelo inox industrial frio e cinzento. E sendo a adega a principal sala de visitas de uma empresa vitivinícola faz todo o sentido para estas empresas fazer este investimento de maneira a potenciarem a vertente enoturística do negócio. Porque para estas empresas o enoturismo é um componente de pleno direito do negócio sendo este pensado de forma integrada considerando todos os seus componentes. Isto ao invés do que é regra em Portugal em que o enoturismo é visto como um negócio satélite e opcional que muito vezes é trabalhado de uma forma algo amadora.
Adegga WineMarket Lisboa 2014
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
9.4.15
Começa já no próximo Sábado a tournée Adegga WineMarket 2015 com a segunda edição do Adegga Wine Market Porto a realizar-se no Porto Palácio Hotel. Este ano esta tournée terá seis momentos que culminará em Dezembro com a sétima edição do evento original em Lisboa. Além da já habitual edição Summer a realizar no inicio de Julho em Lisboa o Adegga WineMarket visitará mais três novos destinos, dois dos quais fora de portas. Em Junho o Adegga WineMarket vai a banhos com a edição Algarve no EPIC SANA Algarve na Praia da Falésia. Depois do Verão ruma a destinos mais frios com o Adegga WineMarket Estocolmo a 16 de Setembro e o Adegga WineMarket Berlin a 3 de Outubro. Se até agora fui totalista no Adegga WineMarket Lisboa, por razões fortuitas ainda não consegui ir a nenhuma das outras edições inclusivé à edição Summer também realizada em Lisboa. E não será ainda este ano que irei à edição do Porto... Mas no passado mês de Dezembro cumpri a tradição e regressei pela sexta vez ao Adegga WineMarket Lisboa tendo também a oportunidade de voltar à Sala Premium depois de por lá ter passado no primeiro ano em que realizou. Ficam aqui os instantâneos desta visita para abrir o apetite para esta tournée Adegga WineMarket 2015.
Peixe em Lisboa 2014
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
6.4.15
É já no final desta semana que começa a edição de 2015 do Peixe em Lisboa. Este deverá a ser o primeiro ano em que não vou conseguir fazer a minha peregrinação ao Peixe em Lisboa. Devo passar por lá mas devido ao Rafael não nós será possível passar lá 12h no primeiro sábado do evento como têm sido a regra todos os anos desde a sua primeira edição. No ano passado a tradição cumpriu-se mas não cheguei a publicar aqui nada sobre a nossa visita. Em jeito de antevisão daquilo que é a experiência Peixe em Lisboa ficam aqui os instantâneos do ano passado.
10 Anos
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
3.4.15
Fez ontem 10 anos que se realizou o maior acontecimento vínico de sempre. Para comemorar eu e Ana tínhamos planeando tentar almoçar em algum sítio especial. Bem, planear será um abuso da palavra pois pela manhã estávamos a lançar restaurantes para o ar a ver onde iríamos. Não podia ser um sítio muito formal pois se o Guilherme estava com os avós, o Rafael iria connosco e nem todos os restaurantes são compatíveis com um bebé de 2 meses. Mas 10 anos quer se queira quer não é um marco e tínhamos encontrar algum sítio digno da data. Depois de já termos duas ou três possibilidades que eram interessantes lembrei-me que com o dia soalheiro que estava deveria-se estar muito bem na sala do The Oitavos. Com menção do nome a decisão estava tomada. Há quem diga que não devemos voltar onde já fomos felizes mas confesso que não consigo perceber quem o diz... Devem estar fartos de ser felizes... Só pode...
O Ano das Adegas Cooperativas
Publicada por
Rui Barradas Pereira
em
20.3.15
Realizou-se no passado dia 8 de Março a Gala do Vinhos do Tejo 2015 e depois de ter estado presente no ano passado tive a oportunidade de voltar. Este ano as grandes vencedoras foram as adegas cooperativas da região, com duas delas a arrebatarem os prémios maiores do evento. Se a Adega Cooperativa de Almeirim ganhou o prémio Empresa Dinamismo pelo seu grande crescimento em termos de volume de vinho certificado, a Adega Cooperativa do Cartaxo foi a grande vencedora com o prémio Empresa Excelência e com a atribuição do prémio de Enólogo do Ano ao enólogo da casa Pedro Gil. Sem querer beliscar a justeza destes prémios é de notar que, segundo sei, os critérios de atribuição destes dois prémios são semelhantes e estão relacionados com o número de prémios recebidos pelos vinhos da empresa ou do enólogo em concursos nacionais e internacionais. Isso faz com que a probabilidade do Enólogo do Ano ser da Empresa Excelência seja muito elevada. Talvez fosse interessante encontrar aqui algum critério diferenciador entre os dois prémios para os tornar menos previsíveis.
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