O Marquês de Borba é uma daquelas marcas que já se tornou clássica e que é sempre bastante honesta dando-nos de volta todos os cêntimos que damos por ele, sendo fácil encontra-lo em qualquer local quer no retalho quer na restauração. O Marquês de Borba Branco 2014 revela-se amarelo claro ligeiramente esverdeado com ligeiras flores brancas e aromas cítricos. Na boca revela uma acidez ligeira e algum vegetal a dar-lhe corpo e frescura. Mostra também uma muito ligeira untuosidade a complementar um conjunto harmonioso. Um vinho muito bem conseguido e que será uma agradável companhia neste Verão. Com um lote com as mesmas castas que teve na anterior colheita, Arinto, Antão Vaz, Viognier, achei-o mais ao meu gosto do no ano passado.
Já na sua declinação tinta as castas são Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, e o Marquês de Borba Tinto 2013 mostra-se violeta com laivos granada mostrando no nariz duas das suas castas, alguns aromas químicos com ligeiro balsâmico característicos do Alicante Bouschet e um ligeiro floral com predominância para as violetas a marcar a presença da Touriga Nacional. Boa acidez a dar-lhe comprimento de boca, taninos ligeiros complementados por algum vegetal que lhe dá frescura. Não é um tinto muito encorpado mas que por isso mesmo se torna fresco ligando bem com Verão e com informalidade.
Tendo tido a sua estreia no ano passado o João Portugal Ramos Loureiro 2014 confirma-se com uma aposta segura para o Verão. Mostra-se dourado claro com aromas florais ligeiros, alguma tília e ligeiras flores brancas. Boa acidez bem complementada por algum vegetal que na altura em que o provei ainda dominava um pouco a prova. Mostrava muita juventude quando o provei mas também mostrava muita frescura que faz dele um vinho de Verão por excelência.
Do Douro, como nome deixa antever, vem o Tons de Duorum Branco 2014 que mantém as mesmas castas no lote, Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel Galego Branco, mostrando-se amarelo claro ligeiramente esverdeado com aromas a relva cortada, caruma de pinheiro, flores brancas e algum cítrico. Boa acidez também com o vegetal bem presente revelando-se bastante fresco e com bastante potencial embora ainda algo duro na boca. Não consigo compara-lo com o do ano passado pois quando o provei há cerca de 2 meses ainda precisava de alguma garrafa para se libertar daquela dureza, o que entretanto já deve ter acontecido, mas pareceu-me que até poderá vir a superar o seu irmão mais velho.
A nota dominante destes vinhos é a imbatível relação qualidade preço a mostrar que lá por que é Verão e tudo é mais ligeiro e informal não vale pena abdicarmos de bons vinhos mesmo que não se queira gastar muito. Antes de vos deixar por hoje fica aqui o tempero para a vossa salada de verão, o Oliveira Ramos Premium, um Azeite Virgem Extra produzido pela João Portugal Ramos com azeitonas das variedades Cobrançosa e Picual. É um azeite frutado verde com aromas a relva e ligeira maça verde, mostrando alguma doçura no inicio da prova que passado alguns momentos se deixa dominar por um picante intenso.
Os vinhos e azeite provados foram gentilmente oferecido pelo produtor.
Sem comentários:
Enviar um comentário