Duorum Colheita 2012

Este Duorum Colheita 2012 é feito com Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e é assim um vinho com um perfil típico do Douro. A Duorum tem-se revelado uma referencia em termos de relação qualidade preço nos vinhos do Douro e este Colheita 2012 não é exceção em relação a colheitas anteriores. Durante este ano foi recebendo diversas distinções como a medalha de ouro no concurso Sélections Mondiales des Vins Canada, a medalha de ouro no International Wine Challenge, 90 pontos e Best Buy na prestigiada revista Wine & Spirits, 90 pontos na Wine Enthusiast e foi escolhido por Hendrik Thomas para a sua listagem dos 50 melhores vinhos para o mercado alemão.

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Mostra uma cor entre o granada e o violeta, completamente opaco. Aromas balsâmicos, muitos frutos vermelhos, alguma esteva e uma ligeira tinta da china, que parece aqui um pouco atípica. Mostra boa acidez, algum vegetal, muito aveludado mas ao mesmo tempo com alguns taninos um pouco rebeldes. Mostra muito potencial mas também a sua juventude. Quem goste de vinhos jovens e cheios de fruta vai gostar bastante dele já, eu acho que vou gostar mais dele daqui a uns tempos.

O vinho provado foi gentilmente oferecido pelo produtor.

Divulgação: Enólogo do famoso Pétrus é o novo consultor da Quinta da Boavista

Nota de imprensa

Jean-Claude Berrouet, o enólogo de quatro décadas de um dos vinhos mais famosos do mundo, é o novo consultor de enologia da Lima Smith nos vinhos da Quinta da Boavista, que vão chegar ao mercado em 2016.

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Depois de 44 anos à frente da enologia de uma das casas produtoras de vinho mais famosas do mundo, o Château Pétrus, em Pomerol, Bordéus, e aposentado desde final de 2007, Jean-Claude Berrouet está já a trabalhar com Rui Cunha, o enólogo residente da Quinta da Boavista, nos vinhos da colheita de 2013, a primeira vindima realizada desde a aquisição da propriedade pela Lima Smith, no ano passado. Os primeiros vinhos deverão chegar ao mercado em 2016. Os novos proprietários esperam que Jean-Claude seja uma forte mais valia na construção da nova marca Boa Vista, que faça jus ao prestígio desta propriedade histórica do Douro.

O contacto com o famoso enólogo francês foi intermediado por Pierre Beuchet, acionista da Champy, histórica casa de vinhos da Borgonha na qual os proprietários da Quinta da Boavista, Marcelo Lima e Tony Smith, detêm participação, desde junho deste ano. O nosso sócio Pierre é amigo pessoal de Jean Claude e informou-nos que em principio já não aceitava mais trabalhos de consultadoria, mas falamos, convidamos e ele veio aqui, conheceu as propriedades, a nossa equipa e os nossos vinhos e gostou. Assim começamos esta colaboração, conta Tony Smith, um dos sócios da Lima Smith, empresa que detém as quintas Covela e Boavista e a marca Quinta das Tecedeiras, no Douro, além da participação no capital da casa Champy.

Portas abertas, deu-se o entendimento, uma coincidência de pontos de vista e modo de estar, concretiza Tony Smith: Temos de fazer os vinhos que vêm do nosso terroir, com uma expressão local, com identidade e personalidade própria, valores que são determinantes para Berrouet que sempre batalhou pelo respeito pelo terroir.

O propósito dos proprietários da Boavista é, então, tirar o máximo possível da experiência do enólogo francês e da matéria prima desta quinta emblemática do Douro, potenciando a qualidade do produto da vinha com um conhecimento feito em décadas de trabalho com excelentes resultados. Tudo junto dará muito mais do que um mero cartão de visita, sintetiza Tony Smith, é uma garantia de qualidade reconhecido no mundo afora.

Esta é a postura que suporta a ambição dos sócios da Boavista: fazer um vinho de pequeno volume, particular, que possa aspirar a estar entre os melhores do mundo.

Para os sócios da Lima Smith, a colaboração de Jean-Claude é uma honra desde logo porque, desde 2008, o enólogo e o filho, Jean-François, que com ele colabora, decidiram limitar o seu trabalho de consultoria a um número muito restrito de produtores.

Para mim e para o Jean-François este é um grande desafio – participar na criação de vinhos que serão embaixadores duma região produtora com tão grande reconhecimento histórico, sublinha Jean-Claude Berrouet.

Diplomado aos 20 anos em enologia pela Universidade de Bordéus, o brilhantismo de Berrouet chamou a atenção de Jean-Pierre Moueix, então um desconhecido negociante de vinho que tinha acabado de comprar uma parte do Château Pétrus. Estávamos em 1964. A relação do enólogo com aquela casa produtora havia de durar por mais de quatro décadas, até à sua aposentação no final de 2007. A sua reputação advém de fazer vinhos equilibrados e subtis, que favorecem mais a elegância do que a extração e que são expressão do terroir.


Boavista é jóia da coroa do Douro
A Quinta da Boavista é uma propriedade lendária do Douro, associada ao nome do Barão de Forrester, figura maior da história desta região vinhateira de Portugal. Na sua casa pernoitava muitas vezes o Barão quando percorria o Douro para fazer o histórico e rigoroso mapeamento da região. Localizada perto do Pinhão, na margem direita do Douro, e dona de uma vista única sobre o rio, esta propriedade icónica da Região Demarcada do Douro é também conhecida pelas suas vinhas de qualidade, algumas centenárias, plantadas em socalcos de xisto que o trabalho árduo de muitos homens construiu. Nesta propriedade, com 40 hectares de vinha, a memória do tempo é preservada e mantida com rigor, o que faz da Quinta da Boavista um ex-libris de beleza natural do Douro e um terroir de exceção para a produção de vinhos de topo, a jóia da coroa do Douro, como costuma comentar com orgulho Tony Smith.

Este é um artigo de divulgação cujo conteúdo é da inteira responsabilidade do produtor ou promotor do produto ou serviço divulgado. O blogue Reserva Recomendada divulga esta nota de imprensa na convicção de que poderá ser útil aos seus leitores embora o seu conteúdo possa não corresponder à opinião e linha editorial do autor deste blogue.

Eventos de Novembro de 2014

Os eventos agendados para Novembro de 2014 são os seguintes:

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Divulgação: Encontro com o Vinho e Sabores 2014: Maior e com muitas novidades

Nota de imprensa

De 07 a 10 de Novembro, a Revista de Vinhos organiza pelo 15.º ano consecutivo o maior e mais antigo evento vínico e gastronómico do país. Esta edição do Encontro com o Vinho e Sabores (ECVS) coincide com a celebração do 25.º aniversário da publicação, por isso repleta de muitas novidades.

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Os Brancos da Lavradores de Feitoria

Sim, eu sei, devia ter publicado isto antes do Verão acabar... Mas mais uma vez o tempo foi tirano e só agora consegui cá chegar. Pode ser que ainda apareça por aí um Verão de São Martinho que volte a por na ordem do dia estes brancos e o espaço onde foi feita esta apresentação.

Temos um mercado muito fragmentado em termos de marcas e de produtores. Isso não é um problema por si e é legitimo que um produtor queira ser independente e ter o seu vinho próprio feito segundo os seus critérios mas inevitavelmente isso cria dificuldades acrescidas na colocação dos seus vinhos no mercado que têm de ser assumidas. Infelizmente não é incomum ver estes pequenos produtores de costas voltadas uns para os outros a queixarem-se da falta de apoio que têm para a promoção e distribuição dos seus produtos. A Lavradores de Feitoria é o oposto disto. Trata-se da associação de 16 produtores e 20 quintas que partilham uma marca, uma adega e uma equipa de enologia. Assim aquilo que cada um não conseguia fazer sozinho torna-se possível devido às sinergias conseguidas por esta associação.


O Memmo Alfama é um hotel que à chegada causa alguma estranheza. Estamos todos habituados a que os hotéis tenham um espaço generoso na sua entrada para facilitar o acesso a taxis e autocarros para deixar e recolher os hospedes do hotel. Aqui único acesso ao hotel encontra-se num pequeno pátio num final de um beco apertado em que a meio do caminho até temos um mural do Vhils. Não é impossível um táxi chegar lá porta mas não é exactamente um local de fácil acesso. Autocarros... esqueçam... Existe mesmo um serviço de transporte em Tuk-Tuk entre o hotel e um parque de estacionamento próximo que deverá ser um dos meio mais cómodos para aceder ao hotel. Mas pensando por uns momentos rapidamente concluímos que para turistas que maioritariamente chegam de avião o facto de o hotel ter um acesso mais condicionado até poderá ser visto mais como uma vantagem, devido ao sossego que proporciona, do que propriamente como uma desvantagem.


Entrando no hotel continuamos num ambiente atípico para um hotel e passando a recepção chegamos a um espaço que poderia muito bem ser a sala de jantar de uma casa particular. Subindo as escadas para terraço somos assoberbados pela vista do casario, pelo Tejo e pela pequena piscina forrada a ladrilhos vermelhos que domina o terraço e em redor da qual este se articula em dois níveis. Este terraço está aberto aos hospedes e a clientes externos funcionando como wine bar podendo-se comer refeições ligeiras. Foi neste cenário que se realizou a apresentação de quatros brancos da Lavradores de Feitoria tendo a sua CEO, Olga Martins e o enólogo Paulo Ruão feito as honras da casa.


O Três Bagos Branco 2013 é um lote tipicamente duriense com 50% de Viosinho e 40% de Gouveio complementados por 10% de Malvasia Fina. Mostra-se amarelo claro esverdeado com aromas citricos e um ligeiro floral. Acidez ligeira notando-se alguma doçura. Um branco despreocupado que fará boa companhia em qualquer esplanada.


Passando para o monocasta Três Bagos Sauvignon Blanc 2013 o registo já é um pouco mais sério até devido a este ser parcialmente fermentado e estagiado em madeira. A cor mantêm-se amarelo claro esverdeada sendo ligeiramente mais escura do que no seu irmão de lote. Aromas cítricos acompanhados por ligeiros espargos. Acidez ligeira com alguma untuosidade a dar-lhe corpo e estrutura. Parece ter algum potencial de guarda. Bastante interessante é a postura comercial da Lavradores de Feitoria e da sua CEO, Olga Martins, que vê este vinho como sendo um meio e não um fim para a estratégia internacional da Lavradores de Feitoria. Estes vinho de castas internacionais são um meio para pôr o pé na porta de entrada de certos mercados para os quais as castas internacionais são as principais referências. Mas somente para dar a conhecer a marca pois o objectivo final será sempre vender os vinhos das castas portuguesas e em particular no caso da Lavradores de Feitoria, das castas do Douro.


Tal como já tinha acontecido com Sauvignon Blanc há uns anos atrás está agora a ser testado a produção de um monocasta de Riesling. Da colheita de 2012 resultaram 1300 garrafas que se por um lado já eram uma quantidade significativa, por outro ainda ficava aquém daquilo que seria o mínimo desejável para um vinho vendido sob a marca Três Bagos. Ficou a ganhar o Rui Paula que a acabou por dar o nome a este vinho e ficou com a venda exclusiva deste vinho nos seus restaurantes. O Rui Paula Riesling 2012 mostra-se amarelo claro brilhante com aromas minerais complementados por ligeiros espargos. Na boca mostra alguma acidez bem acompanhada por um perfil vegetal com alguma doçura e untuosidade a fazer contraponto. No final de boca deixa revelar alguns frutos secos. Um Riesling bem interessante a deixar a água na boca para próximas colheitas deste vinho.

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Terminamos esta viagem com outra novidade, o Lavradores de Feitoria Colheita Tardia 2010 também ele uma pequena produção tendo sido lançadas para o mercado 700 garrafas. Feito com uma casta clássica para este tipo de vinhos, o Semillon, apresenta-se amarelo dourado brilhante com aroma a tangerina, ligeira glicerina. Boa acidez com alguma doçura bem agradável. É um colheita tardia bem interessante embora eu ache que ganhava com um pouco mais de doçura.


Tudo isto foi acompanhado por alguns dos petiscos que o Memmo Alfama serve nesta esplanada que é uma janela de eleição para o rio Tejo e para Alfama. Foi um ótimo e descontraído final de tarde na companhia de bons vinhos, boa comida e bons amigos.

Divulgação: Saldanha Mar apresenta nova carta

Nota de imprensa

Uma fusão entre cozinha portuguesa e gastronomia internacional é a forma como se apresenta a renovada ementa do Saldanha Mar, o restaurante do DoubleTree by Hilton Lisbon – Fontana Park.

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Entre as diversas sugestões da chef Paula Carção, que o farão embarcar numa deliciosa viagem gastronómica, merecem especial referência as Guyosas de Frango com Molho Teriyaki e Sementes de Sésamo ou um saboroso Ceviche de Salmão e Suco de Tangerina que o deixará com água na boca. Destaque ainda para o Bacalhau Fumado, Quatro Pimentos Assados e Azeite de Alho, um prato tipicamente português, escolhido entre as mil e uma maneiras de confecionar bacalhau, pela mão da chef Paula Carção que promete servi-lo de forma bastante especial.


Para os dias de semana, e apenas aos almoços, o Saldanha Mar apresenta também uma nova seleção de pratos como o Clássico Bife à Portuguesa, à segunda-feira, Choquinhos à Setubalense, à terça-feira, Bacalhau à Brás à quinta-feira ou as Migas Transmontanas com Carne de Porco, à sexta-feira.


Para rematar a refeição, uma nota para a nova seleção de sobremesas onde se destacam o Cheesecake de Frutos Silvestres ou o Crumble de Maçã Quente com Bola de Gelado.

Para além do Saldanha Mar, também o sofisticado Fontana Bar & Lounge apresenta uma nova carta, que aposta em petiscos leves e saborosos, como Lascas de Batata, Carpaccio de Salmão e Vieiras, Torrada em Bolo do Caco com Manteiga de Alho e Salsa ou Penne Rigatte Carbonara.

Às sugestões acima referidas, acrescenta-se ainda a recém lançada carta de deliciosas bruschettas onde se destacam a de camarões e espargos ou a de frango e azeitonas.

O DoubleTree by Hilton Lisbon – Fontana Park, está localizado na Rua Engenheiro Vieira da Silva 2, Lisboa. Para mais informações ou reservas, contacte ou visite DoubleTree.com para as tarifas mais recentes e disponibilidade.


Sobre a DoubleTree By Hilton
Com uma coleção global, em rápido crescimento, de mais de 350 hotéis de luxo em cidades porta de entrada, áreas metropolitanas e destinos de férias em seis continentes, todas as pequenas coisas que fazemos na DoubleTree by Hilton nos inspiram para criar uma experiência gratificante para os hóspedes dos nossos hotéis, os membros das nossas equipas e as comunidades que orgulhosamente servimos. A nossa hospitalidade começa com umas boas-vindas acompanhadas de um biscoito com pedaços de chocolate quente à chegada e continua com o programa premiado de fidelização de hóspedes, Hilton HHonors, uma série de comodidades e serviços sofisticados e a nossa tradição de cultura CARE, de longa data, que capacita mais de 65.000 membros da nossa equipa para proporcionar comodidades especiais e atos de cortesia que fazem com que o viajante volte a sentir-se humano. Para efetuar reserva em qualquer hotel DoubleTree by Hilton, os viajantes podem visitar o site da nossa marca em www.doubletree.com. Os utilizadores de redes sociais podem ligar-se a nós em www.facebook.com/doubletree, www.twitter.com/doubletree e www.youtube.com/doubletreehotels.


Sobre a Hilton Worldwide
Hilton Worldwide (NYSE: HLT) é uma marca de hospitalidade líder, que abrange o sector hoteleiro, englobando desde hotéis com serviços de luxo e resorts a suites e hotéis a preço médio. Há 95 anos que a Hilton Worldwide está empenhada a continuar a tradição da marca de dar uma experiência excepcional aos hóspedes. O portfólio da empresa possui dez marcas globais compreende mais de 4,100 hotéis e propriedades timeshare, com mais de 685,000 quartos em 92 países e territórios, incluindo Waldorf Astoria Hotels & Resorts, Conrad Hotels & Resorts, Hilton Hotels & Resorts, DoubleTree by Hilton, Embassy Suites Hotels, Hilton Garden Inn, Hampton Hotels, Homewood Suites by Hilton, Home2 Suites by Hilton e Hilton Grand Vacations. A empresa também gere o programa de classe mundial de recompense para os hóspedes Hilton HHonors®.

Este é um artigo de divulgação cujo conteúdo é da inteira responsabilidade do produtor ou promotor do produto ou serviço divulgado. O blogue Reserva Recomendada divulga esta nota de imprensa na convicção de que poderá ser útil aos seus leitores embora o seu conteúdo possa não corresponder à opinião e linha editorial do autor deste blogue.

Lisboa Restaurant Week Outono 2014

Foi nesta quinta-feira que começou a 12ª edição da Lisboa Restaurant Week prolongando-se até dia 26 Outubro. Desde a primeira Restaurant Week em Lisboa já foram servidas meio milhão de menus em 3500 restaurantes nas várias edições locais e nacionais da Restaurant Week. As Restaurant Weeks são organizadas pela Sabor do Ano em parceria com a BestTables e a Caixa Geral de Depósitos.

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As Restaurant Weeks surgem como um meio de promoção de restaurantes de gama média e alta que apresentam durante o evento menus por 20€ constituídos por entrada, prato e sobremesa (bebidas não incluídas). Têm também uma componente solidaria revertendo 1€ por menu para causas sociais. Normalmente realizam-se 2 vezes por ano (Primavera e Outono) em alturas de menor fluxo turístico na restauração. Em Portugal já se realizaram Restaurant Weeks em Lisboa, Porto, Cascais, Loulé e duas edições nacionais.


Esta 12ª edição foi apresentada no recentemente inaugurado Don Castellana. O Don Castellana foi a primeira incursão em Portugal do grupo Anjosan, um grupo de angolano com sócios portugueses que detém uma posição de destaque na restauração de Luanda. Replica um conceito já existente em Luanda e pretende ser um ristorante italiano sem cair no cliché da pizza e pasta. Bem, pastas até por lá as há mas sem que dominem a carta. O chef Riccardo Paglia, originário de Roma, pôs em pratica o conceito em Luanda e trouxe agora o conceito para Lisboa sendo esta Restaurant Week uma das primeiras grandes oportunidades para se dar a conhecer aos lisboetas.


O Don Castellana conta ainda com um pequeno bar junto à entrada e um espaço que permite ter música ao vivo o que parece permitir o assumir a função de bar após a refeições em algumas noites. Feito no bar foi servido um Spritz Aperol de que gostei para minha grande surpresa. Notoriamente não andei a beber Spritz nos sítios certos...


Nesta apresentação foi possível provar quatro dos pratos que farão parte do menu desta Restaurant Week. Começamos pelo Carpaccio de Polvo com Molho de Mostarda Amarela que será uma das entradas. Com uma belíssima apresentação e uma boa ligação entre a mostarda e o polvo, que poderia estar um pouco mais tenro. No capítulo dos pratos principais foi possível provar o Spaghettoni com Tomate no Forno que está disponível no menu de almoço desta Restaurant Week. Um prato de grande simplicidade que brilhava devido ao trabalho feito com o tomate que mantinha a sua acidez e não se deixava cair no registo do molho de tomate anónimo e adocicado mais habitual por aí.


Do menu de jantar provámos o Filete de Novilho com Molho de Cogumelos Portobello e Vinho do Porto com Batatas no Forno e Arroz Selvagem. Este prato por si só poderá justificar a visita ao restaurante embora tenha por ali uns pormenores que talvez merecessem uma revisão. Começando por esses pormenores, logo à partida dispensava-se a presença da folha de bananeira no prato que só ali estava por razões estéticas. Os cogumelos ditos Portobello seriam cogumelos brancos ou castanhos. Diga-se que todos estes cogumelos são da mesma espécie, Agaricus Bisporus, em que se dá o nome de cogumelos brancos ou castanhos quando estes são jovens e imaturos e o nome de Portobello quando estes atingem a maturidade e um tamanho maior. Não é completamente errado chamar de Portobello aos cogumelos brancos ou castanhos mas acaba por ser um pouco enganador pois quando se fala de Portobello está-se à espera de um cogumelo maior e mais carnudo.


A maneira como as batatas eram apresentadas era muito interessante sendo sobrepostas fatias de batata branca e de batata violeta numa forma que era levada ao forno para fazer uma espécie de bolinho de batata. A batata violeta é uma batata mais doce que tem uma polpa roxa. Se o conceito parece ganhador parece ser necessário um pouco de mais de rigor na sua preparação. Alguns bolinhos tinham quase só batata branca enquanto outros quase só batata violeta. No meu caso calhou-me um bolinho que quase só tinha batata violeta e que tinha uma quantidade de alecrim mais generosa que outros. Isso fez com que ficasse mais adocicado ficando a sentir-se a falta de um pouco mais de sal para equilibrar os sabores. Por outro lado a quantidade maior de alecrim fez com que o sabor deste dominasse em demasia o conjunto. Mas a verdadeira estrela deste prato era a carne, segundo percebi seria de origem portuguesa, que estava cozinhada no ponto e era de uma qualidade verdadeiramente arrebatadora, suculenta mas também extremamente macia.


Terminou-se com o Tiramisú, servido num copo individual de um modo menos habitual e que fechou a refeição de forma bastante competente. Diga-se que todos os pratos dos dois menus de Restaurant Week do Don Castellana (Almoço e Jantar) fazem parte da carta normal do restaurante e que olhando para os preços da carta parece realmente compensar aproveitar a Restaurant Week para conhecer o Don Castellana.


A lista de restaurantes participantes pode ser consultada na site do evento sendo possível realizar logo a partir dali a reserva através da BestTables. No final do mês com inicio a 30 de Outubro será a vez do Porto receber a Restaurant Week que se prolongará até 9 de Novembro. A lista de restaurantes da Porto Restaurant Week estará disponível também no site do evento a partir de 27 de Outubro.

Divulgação: Joaquim Arnaud renova loja e passa a Wine Bar & Tapas

Nota de imprensa

A loja do produtor Joaquim Arnaud, presente no Mercado da Vila em Cascais, renovou-se para o conceito Wine Bar & Tapas onde se pode provar os néctares de Pavia (Mora) e degustar os enchidos daquele produtor.

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Verão no Tivoli

Com a terceira etapa do Portugal de Norte a Sul, o Verão voltou esta semana ao Terraço do Hotel Tivoli Lisboa. Depois do Porto e do Alentejo é a vez do Algarve vir à capital para reavivar as memórias de Verão dos lisboetas. Embora já tivesse ouvido falar da Noélia, já há alguns anos que não vou para o sotavento algarvio e por isso nunca fui ao seu restaurante em Cabanas de Tavira. Esta foi assim uma boa oportunidade para ficar a conhecer a cozinha da Noélia Jerónimo.

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Juntamente com a Noélia Jerónimo vieram alguns produtos algarvios como os vinhos da Quinta do Francês, o licor de laranja da Orangea feito com laranjas do Algarve, a flor de sal da Salmarim, o peixe da costa algarvia da Nutrifresco, as ostras da Ostraria, os azeites de Moncarapacho da Monterosa e os gelados da iceGourmet que embora não sendo feitos no Algarve têm ascendência algarvia.


Começamos com um trio de entradas, aqui em versão de degustação, que estarão disponíveis no menu nas suas porções normais. Faziam parte deste trio a Muxama com Uvas, o Gaspacho e o Tártaro de Atum. A Muxama é um daqueles tesouros da gastronomia portuguesa que infelizmente nós não valorizamos e é mesmo desconhecido da maioria dos portugueses. A Muxama são lombos de atum que são salgados e que tradicionalmente eram secos ao sol sendo actualmente usadas estufas de secagem. É tradicional do sotavento algarvio com destaque para os concelhos de Vila Real de Santo António e Tavira. No lado espanhol da fronteira é também característica do sul da Andaluzia. Actualmente em Portugal apenas uma empresa de Vila Real de Santo António continua a produzir a muxama sendo no entanto uma boa parte da produção vendida em Espanha sob marcas espanholas. Não será de estranhar portanto que o local onde é mais fácil comprar muxama em Lisboa e no Porto seja o El Corte Inglés embora possa ser encontrado também em algumas lojas de produtos gourmet. A muxama acaba por ter um aspecto muito parecido ao presunto de porco mas com uma textura mais mole, na boca é mar em estado sólido. A Muxama com Uvas era de uma simplicidade verdadeiramente desarmante com a muxama fresquíssima e com o seu sal a combinar na perfeição com a doçura das uvas.


O Gaspacho muito bem condimentado e com sabores muito bem conseguidos. A Nóelia queixava-se que teria ficado com um pouco de sal a mais mas para mim pareceu-me que o nível de sal do gaspacho ainda estaria do lado da virtude e não do defeito. Completava-se este trio com o Tártaro de Atum que jogava com a combinação sempre ganhadora entre o abacate e o limão com peixes crús ou marinados. A esta combinação juntava-se o gengibre que dá sempre uma frescura muito interessante em pratos como este. Em termos de sabor o prato estava bastante interessante embora pecasse para mim por o sabor do atum se deixar subjugar pelos outros componentes. Talvez nesta porção de degustação as proporções tenham ficando um pouco diferentes daquilo que serão na porção normal causando isto. Além destas entradas estarão disponíveis o Biqueirões Alimados e a Sopa de Peixe.


Passámos de seguida para o Filetes de Peixe-Galo com Xerem de Lingueirão onde o peixe estava no ponto e com uma fritura irrepreensível fazendo uma ligação perfeita com o xerém. O lingueirão disputava aqui as atenções com o peixe-galo. Talvez não houvesse necessidade de tal disputa mas acabava por resultar bem mesmo para quem como eu que não é um fã incondicional do lingueirão.


Continuámos com o Arroz de Limão com Robalo e Salicórnia, uma variação do prato que deverá estar disponível durante o resto da semana que deverá ser o Arroz de Limão com Robalo e Amêijoas. O arroz malandrinho com limão muito bem conseguido, já não sendo a primeira vez este ano que provo um arroz dentro deste registo e que se têm revelado um ótimo acompanhamento nestes pratos de peixe. Parece ter havido alguma variação no ponto do peixe tendo no meu caso ficando ligeiramente além do ponto ideal e noutros aquém deste, sem que no entanto isso comprometesse o prato. Num menu de degustação como aquele com dezenas de pratos a sairem da cozinha na mesma altura é normal poderem existir estas pequenas variações. No serviço normal em que os pratos saem da cozinha em menores quantidades e desfazados no tempo torna-se mais fácil controlar os pontos de cozedura. A salicórnia dava aqui o toque especial e ligava todo o conjunto do prato. A salicórnia é mais um daqueles ingredientes nobres quase ignorado pelo portugueses. Devido ao seu sabor salgado pode ser usado para reduzir a quantidade de sal usada e é um ingrediente bastante valorizado fora de Portugal. Em Portugal vai na maioria dos casos para as lixeiras ou é deixado apodrecer depois de ser arrancado como se de uma erva daninha se tratasse.


Finalizamos a parte salgada refeição com o Polvo frito com Migas de Tomate. As migas de tomate estavam verdadeiramente brilhantes. Não sendo o manjericão característico da cozinha algarvia foi aqui incorporado nas migas de tomate explorando um ligação clássica de outras cozinhas mediterrânicas. A acidez do tomate a combinou exemplarmente com o apimentado do manjericão dando um toque verdadeiramente especial a estas migas. O polvo poderia estar um pouco mais tenro mas estava ótimo de sabor. Acabou foi por ficar um pouco subalternizado por estas migas de tomate.

No menu da semana além destes pratos de peixe será possível provar o Atum braseado com Arroz de Amêndoas e Gengibre e a Raia alhada. Já no diz respeito à carne haverá 2 pratos à disposição a Cataplana Terra e Mar e a Galinha recheada com Amêndoas e Arroz de Romã.


Como sobremesa tivemos todas as sobremesas da carta combinadas num prato de degustação. Assim tínhamos a Mousse de Figo e Pudim de Laranja e Amêndoa num formato que deverá ser semelhante ao que será servido durante a semana e o Gelado de Figo e a Torta de Alfarroba combinados num único momento. Se a mousse e o pudim estavam muito bons o que se destacava era mesmo a combinação do Gelado de Figo e a Torta de Alfarroba que pareciam ter nascido para ficar juntos com o gelado pleno de sabor a figo e a torta com a riqueza que é habitual nas sobremesas de alfarroba mas com uma leveza já menos habitual. Diga-se que o Gelado de Figo chega aqui pela mão da iceGourmet que materializava aqui a sua participação neste evento.


Eu não conhecia a cozinha da Noélia Jerónimo e embora houvesse aqui e ali um ou outro reparo, gostei bastante do que provei. Uma cozinha com raiz nos pratos e nos produtos tradicionais algarvios mas sem receio de introduzir um toque de modernidade e de incorporar ingredientes menos habituais na cozinha tradicional algarvia. Esta postura parece ser mesmo chave para conseguir uma consensualidade que nem sempre é habitual, parecendo agradar tanto aos mais tradicionalistas como àqueles mais sedentos de novidades. Até ao próximo domingo, dia 19 de Outubro, poderão ainda sentir o cheio da maresia algarvia no Terraço do Hotel Tivoli Lisboa.

O que Faço Hoje Para Jantar? - www.wook.pt

Divulgação: Bairrada elege ‘Os Melhores Vinhos e Espumantes’ pelo quarto ano

Nota de imprensa

Integrado, pela primeira vez, no Encontro com o Vinho e Sabores (2014) decorreu no passado dia 3 a 4.ª edição do Concurso de Vinhos e Espumantes Bairrada, no qual estiveram à prova cega de 17 jurados – críticos, jornalistas especializados, enólogos, escanções e representantes do comércio – 76 vinhos, entre espumantes, brancos, rosés e tintos. Os três grandes vencedores foram o Marquês de Marialva Arinto Reserva branco 2013, da Adega Cooperativa de Cantanhede, o Aliança Vintage branco 2008, da Aliança Vinhos de Portugal, e o Casa de Sarmento Brut de Baga branco 2009, da Casa de Sarmento, nas categorias Melhor Vinho, Melhor Espumante e Melhor Espumantes de Baga, respectivamente.

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O Vinho é Emoção

Não consigo separar os vinhos das emoções e das histórias que estão a eles associadas. Grande parte dos vinhos que mais prazer me dão são aqueles que têm uma história por detrás, que conheço quem os fez ou que participaram de momentos importantes da minha vida. O vinho, como o vejo, têm uma identidade e essa identidade faz parte deste não sendo possível separar o vinho da sua identidade.

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Beber um vinho sem conhecer a sua história não é muito diferente de ir à tasca e beber um copo de 3. Há bons vinhos e maus vinhos e todos servirão para nos embriagarmos mas só serão vinhos diferentes e especiais quando a sua história ou as pessoas com quais os bebemos nos marcarem de modo especial. É certo que muitas vezes provamos um vinho anónimo que nos impressiona, mas normalmente vamos à procura da sua história e origem e a partir do momento em que lhe damos identidade jamais conseguiremos bebe-lo abstraindo-nos dessa identidade. Não se trata de perdoar defeitos ou beber em função de rótulos, trata-se de ter em conta o carácter do vinho e o papel que tem nas nossas vidas quando o provamos e avaliamos.

Por vezes fala-se de prova cega e de como esta é a melhor maneira de avaliar um vinho. A prova cega será importante para tentar fazer uma avaliação objectiva e desapaixonada do vinho. Mas torna-se também um exercício em que nos abstraímos de pensar o vinho para simplesmente analisar as suas características organoléticas. Apesar de útil para hierarquizar vinhos, especialmente aqueles com características semelhantes e comparáveis portanto, é quase a antítese daquilo que o vinho é. Ao tentarmos retirar toda a emoção da nossa avaliação estamos também a fazer uma espécie de autolobotomia que nos permitirá atingir uma avaliação segundo rigorosos critérios laboratoriais mas despida de sentido critico e de tudo aquilo que nos faz seres pensantes. Os bons provadores acabam por fazer batota na prova cega e estão sempre a tentar reconhecer a casta, o perfil e às vezes o produtor do vinho que estão a provar, deixando a sua avaliação ser contaminada por isso.

Foi neste espírito que selecionei alguns dos produtos que estão à venda até amanhã na FlashGourmet. Os vinhos que escolhi para esta selecção não são aqueles que têm melhores notas nem serão os que apresentam melhores relações qualidade-preço. São vinhos de que gosto muito porque conheço quem os fez ou porque por alguma razão me marcaram. Em alguns casos estava presente quando foram apresentados ao mundo e há também por aqui um vinho cuja primeira colheita foi servida no meu casamento. Alguns nem sei bem porquê é que me afeiçoei a eles. Mais do que vinhos são amigos que gostaria de vos apresentar.

A minha campanha terminou. Para ver a campanha atual da Flash Gourmet clique aqui...


Jamie Oliver - www.wook.pt

Divulgação: Restaurante Kook Chiado

Nota de imprensa

O Restaurante Kook Chiado é o primeiro investimento Angolano, na área da restauração, em Portugal. O grupo angolano detentor da marca “Kook” Luanda, iniciou o projeto, como o nome indica, em Angola.

Pedro Batista e o Rui Rosário, amigos de longa data e com vários projetos noutras áreas, decidiram há tres anos apostar numa área que estaria fora das respectivas zonas de conforto. O sucesso da parceria partia da capacidade de gestão do Pedro e da paixão culinária do Rui.

Divulgação: Restaurante Kook Chiado - reservarecomendada.blogspot.pt