Guia Michelin 2015

Na passada quarta-feira foram divulgadas as estrelas Michelin 2015 para Espanha e Portugal. O grande conservadorismo que tem sido demonstrado pelo guia não me inspirava muita confiança. Falava-se insistentemente da segunda estrela para o Belcanto e da recuperação da estrela pelo São Gabriel mas estaria a mentir se dissesse que acreditava que isso fosse acontecer. Não porque não o merecessem mas porque me parecia que seria pouco provável a atribuição da segunda estrela ao Belcanto somente 2 anos após a atribuição da primeira estrela e porque não me parecia lógico que depois de retirar a estrela ao São Gabriel já com o novo dono e o Leonel Pereira como chef se fosse devolve-la logo no ano seguinte com a mesma equipa. A terceira estrela para o Vila Joya e a segunda para o Fortaleza do Guincho que também são frequentemente alvitradas também não pareciam prováveis. Há tantos anos que se fala disto sem que nada aconteça que já estou na base do ver para crer. Achava possível que aparecessem um ou dois novos estrelados menos esperados mas não mais do que isso. As minhas expectativas eram tão baixas que acabaram por ser superadas...

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Divulgação: L’AND & Stars, Chef Miguel Laffan recebe Chefs de renome

Nota de imprensa

Nos próximos dias 21 e 22 de Novembro, 11 Chefs de renome a nível nacional vão até Montemor-o-Novo para participarem no L’AND & Stars, um evento que visa ser, acima de tudo, uma fusão de conceitos e talento, numa experiência gastronómica enriquecedora. O Chef Miguel Laffan, anfitrião do evento, recebe no seu restaurante os Chefs Luís Barradas (Sea Me, Lisboa), Renato & Dalila (Ferrugem, V.N.Famalicão), Ljubomir Stanisic (100 Maneiras, Lisboa), Hugo Nascimento (Tasca da Esquina, Lisboa), António Melgão (Capri, Montemor-o-Novo), Pedro Mendes (Alentejo Marmóris, Estremoz), Cyril Devilliers (The Oitavos, Cascais), Paulo Morais (Umai, Lisboa), Henrique Sá Pessoa (Alma, Lisboa), Kiko (O Talho, Lisboa) e Joaquim Sousa (The Oitavos, Cascais).

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Eventos de Dezembro de 2014

Os eventos agendados para Dezembro de 2014 são os seguintes:

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Divulgação: Sabores do Atlântico encontram-se no Via Graça!

Nota de imprensa

Em conjunto, no Restaurante Via Graça, o Chef português João Bandeira e o Chef brasileiro Pablo Oazen criaram um Menu de Degustação de oito pratos, resultante do cruzamento dos sabores portugueses com os do Brasil.

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Divulgação: Solar dos Lobos Grande Escolha 2011

Nota de imprensa


Adega Solar dos Lobos - Novo Grande Escolha 2011

A adega Solar dos Lobos lançou no dia 17 de Outubro o seu novo vinho, o Solar dos Lobos Grande Escolha 2011. Uma edição especial de 3300 garrafas onde as castas Alicante Bouschet e Syrah reservadas durante 18 meses em barricas de carvalho francês, se conjugam, apresentando taninos firmes mas ao mesmo tempo polidos, transparecendo elegância e persistência. A sua cor rubi concentrada e o aroma a fruta preta madura, indicam um bom prenúncio para um grande vinho.

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Os Cogumelos em Alcaide

No próximo fim de semana, de 14 a 16 de Novembro, realiza-se em Alcaide o Míscaros 2014 Festival do Cogumelo. Deste festival farão parte workshops e palestras, animação de rua, uma cooking arena, passeios micológicos, venda de artesanato e um mega almoço em que o cogumelo será a estrela. Em paralelo com o festival durante a semana que antecede e se segue ao evento vai realizar-se em 16 restaurantes do concelho do Fundão a mostra gastronómica Fundão, Aqui Come-se Bem – Sabores do Cogumelo.

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Divulgação: Ação de Sensibilização em Enoturismo

Nota de imprensa

Na sequência das edições realizadas na Região da Bairrada em 2010 e no Douro em 2011, o Turismo de Portugal, I.P, vai realizar nos dias 25 e 26 de Novembro de 2014, na região de Vinhos de Lisboa, a ação de sensibilização Da Produção Vitivinícola ao Enoturismo, com vista a estimular aqueles que, tendo um espaço de produção, pensem em ter um espaço de enoturismo e, para os existentes, como estímulo à inovação da experiência enoturística, à potenciação de sinergias entre o negócio dos vinhos e o enoturismo, à importância da estruturação da oferta e do trabalho em rede.

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Entre a Rolha e a Cortiça* – Parte II: A Cortiça?

Ler a Primeira Parte


A cortiça sempre teve a primazia como vedante usado para o vinho mas tornou-se também um sinónimo de um dos defeitos do vinho mais comuns. Um vinho com rolha é um vinho com um aroma que pode ser descrito como um aroma a mofo ou a bolor que tem origem em várias substâncias sendo a mais habitual e conhecida o 2,4,6-Tricloroanisol (TCA). A rolha de cortiça não é a única culpada desta contaminação podendo ter origem nas barricas ou em outras contaminações durante o processo produtivo. Há casos de contaminação sistémica que podem afetar toda uma adega, mas geralmente a rolha é considerada a culpada deste defeito. Atualmente a indústria corticeira tem investido em processos de deteção e de remoção de TCA´s da cortiça e a taxa de contaminação devido a rolhas de cortiça desceu bastante mas este estigma continua a pairar sobre a cortiça.

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Aquilo que é uma das grandes vantagens da cortiça é também uma das suas falhas. A cortiça permite trocas gasosas com o exterior o que fará que os vinhos sejam lentamente oxigenados e oxidados com o tempo. O envelhecimento do vinho é entre outras coisas um processo de oxidação do vinho. A velocidade e a qualidade deste processo também depende do vinho e da sua capacidade de evolução mas a rolha tem um papel determinante e chegará um dia em que esta evolução passará o seu apogeu e o vinho começará a decair inexoravelmente. Como se fosse um ser vivo, um vinho rolhado com cortiça viverá, evoluirá, mas morrerá inevitavelmente. Em vinhos mais resistentes como os generosos a preocupação fundamental é que rolhas não cedam ou apodreçam por velhice e algumas casas de vinho do Porto fazem uma verificação do estado das rolhas dos seus vintages procedendo à sua troca a cada 20 ou 30 anos.


Por outro lado a cortiça sendo um produto natural e vivo é um produto imperfeito. Assim apesar da existência de controlos de qualidade e da classificação das rolhas em diversos níveis de qualidade é impossível garantir que todas rolhas são completamente homogéneas. O mesmo vinho em diferentes garrafas com rolhas diferentes poderá assim estar morto ao fim de uns anos ou viver durante décadas. Isto gera frustração entre produtores e enófilos tornando imprevisível a evolução do vinho ao longo do tempo.


Sempre existiram soluções alternativas para a vedação do vinho. A motivação para algumas destas soluções era e é o custo sendo possível ainda encontrar no mercado em gamas de vinho corrente de muito baixo custo umas pequenas tampas plásticas seladas por capsulas metálicas. Menos habituais mas também usadas são as capsulas semelhantes às usadas nas garrafas de cerveja. Mas os problemas gerados pela rolha de cortiças combinados com o seu custo levaram a indústria a tentar encontrar formas alternativas para a vedação do vinho que pudessem não ser usadas apenas nos vinhos de gama baixa mas de uma forma mais generalizada. As duas principais soluções no mercado são a capsula roscada (screwcap) e as rolhas sintéticas.


As capsulas roscadas apresentam a vantagem de não necessitarem de saca-rolhas para a abertura da garrafa. São praticamente estanques deixando o vinho praticamente parado no tempo com o que isso tem de bom e de mau. O vinho estará passados anos praticamente igual ao dia em que foi engarrafado não existindo qualquer estágio/envelhecimento em garrafa. Pode assim fazer sentido para vinhos que estão prontos a beber na altura do engarrafamento e onde se pretende preservar essas suas características. Não é adequado para vinhos em que se pretenda que evoluam em garrafa. A estanquidade que proporcionam tem um senão que é a possibilidade de aparecimento de aromas de redução devidos a esta ausência de oxigenação.


As rolhas sintéticas têm o formato de uma rolha de cortiça e algumas tentam mesmo replicar o seu aspeto mas são feitas de materiais plásticos. Os estudos realizados parecem mostrar que este tipo de rolhas permitem mais trocas gasosas com o exterior que as rolhas de cortiça sendo mais rápida a oxidação do vinho. Tem a grande vantagem de não partirem e terem um comportamento mais consistente e previsível, durante um período mais longo. Este tipo de rolha pode ser um sério concorrente à rolha de cortiça caso consigam atingir um desempenho mais próximo das rolhas de cortiça no diz respeito a trocas gasosas com o exterior pois em termos de consistência e longevidade o seu desempenho é bastante bom.


Mas no fim de contas qual será a solução ótima para a vedação de vinhos? Como sempre não há uma solução ótima e a opção depende muito do vinho e dos objetivos do produtor. Assim vinhos que estejam prontos a beber e cuja evolução não seja desejável beneficiam do uso da capsula roscadas. As rolhas aglomeradas ou técnicas também podem ser uma boa solução para estes casos pois também têm um grau de estanquidade elevado, perdem no entanto em longevidade e são também menos práticas devido a requererem um saca-rolhas. Em vinhos de rotação rápida mas que possam beneficiar de alguma oxigenação as rolhas de cortiça natural e as rolhas sintéticas parecem ser a melhor opção. Para vinhos de guarda em que se pretenda evolução em garrafa a cortiça natural parece ser a única solução com a exceção talvez dos generosos para os quais a oxidação não seja um problema e que não seriam prejudicados pela utilização de rolhas sintéticas.


Será que o consumidor deve fazer depender a escolha dos seus vinhos do vedante usado? Bem, sim e não. Não, porque o vedante só por si não torna o vinho melhor ou pior e não há um único vedante que seja completamente adequado a todos os vinhos. Sim, porque dependendo do tipo de vinho haverá vedantes mais e menos adequados e o vedante usado pode dar-nos dicas acerca do vinho que temos na garrafa. Não faz sentido esperar que um vinho com 10 anos que use cortiça natural esteja tal qual quando foi engarrafado. Assim como não faz sentido esperar evolução em garrafa se com o mesmo vinho se usar capsula roscada. Dificilmente compraria um garrafeira com capsula roscada pois o seu uso num vinho que seria suposto evoluir em garrafa é uma contradição. Mas provavelmente até compraria um branco com 10 anos que usasse capsula roscada nem que fosse pela curiosidade de perceber se este estaria com as mesmas características de quando foi engarrafado.


Em certos segmentos a cortiça dificilmente conseguirá competir com a capsula roscada. E se as rolhas sintéticas conseguirem resolver alguns dos seus problemas poderão causar alguma ameaça à cortiça. Atualmente a comunicação da indústria da cortiça tem-se baseado fundamentalmente no fator emocional, na sustentabilidade e na sua importância ambiental. Tenho dúvidas acerca que esta seja a melhor estratégia pois não ataca os principais argumentos dos seus concorrentes: o defeito de rolha e a evolução do vinho em garrafa. Penso que deveria ser realçada a grande evolução na deteção e eliminação do TCA e em geral no controlo de qualidade das rolhas. Deveria ser também realçado que as características da cortiça são as mais adequadas à desejável evolução do vinho em garrafa não parecendo existir substituto à altura. Em conclusão, a cortiça não parece ter o seu lugar ameaçado como principal vedante de vinhos mas a industria terá de continuar a investir no controlo de qualidade de modo a eliminar o estigma do defeito de rolha e a conseguir um desempenho mais consistente dentro de cada gama.

* Por lapso meu, o título original deste artigo era igual ao título do livro "To Cork or Not to Cork" de George M. Taber que também versa sobre a utilização da cortiça e de outros vedantes para o vinho. O uso desta expressão não foi intencional e apesar de já me ter cruzado com outros livros de George M. Taber não conhecia este livro tendo sido uma coincidência ter usado o mesmo título para os meus artigos. Para que não fiquem dúvidas das minhas intenções alterei o título do meus artigos de maneira a evitar que exista alguma confusão entre os meus modestos artigos e o trabalho de George M. Taber.

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Divulgação: Herdade das Servas abre restaurante com cozinha de base tradicional

Nota de imprensa


Herdade das Servas abre restaurante com cozinha de base tradicional

Reforçando a distinção do Alentejo como Melhor Região de Enoturismo do Mundo, atribuída recentemente pelo site de viagens do jornal norte-americano USA Today, os irmãos Carlos e Luís Serrano Mira – proprietários da Herdade das Servas – acabam de dar mais um passo no desenvolvimento do seu projecto de vinhos. Desta vez o ganho é na vertente de enoturismo, com a abertura de um restaurante a tempo inteiro.

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Quinta da Fata Reserva 2003

Por vezes deparo-me com vinhos curiosos em locais menos habituais. Este foi um desses casos em que fui dar com umas quantas garrafas destas no Intermarché de Vendas Novas. Os Intermarché funcionam num regime parecido com o franchising em cada dono de loja participa na gestão da estrutura centralizada. Assim cada Intermarché é autónomo mas beneficia de uma central de compras comum e a oferta de vinhos parece ser uma mistura entre compras locais e compras feitas através da central de compras. Este deverá ter vindo a através da central de compras e algures no tempo alguém deve ter-se entusiasmado um bocadinho e terá comprado alguns vinhos fora do perfil de consumo dos clientes do supermercado e que foram perdurando pelas prateleiras. Entre algumas coisas que tenho vindo a comprar para experimentar estava este Quinta da Fata Reserva 2003.

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A produção de vinho na Quinta da Fata não será coisa recente mas este 2003 terá sido a primeira colheita depois da reconversão da vinha que se seguiu a um período de abandono da vinha. Nesta reconversão as castas escolhidas foram a Touriga Nacional, a Tinta Roriz, o Alfrocheiro e o Jaen para os tintos e Encruzado para os Brancos. O lote deste vinho será constituído assim por todas as castas tintas da vinha embora com uma predominância de Touriga Nacional no lote. No contra-rótulo fala-se também em Trincadeira embora isso não pareça bater certo com as castas listadas como existentes no site da quinta.

Mostra-se granada com laivos acastanhados praticamente opaco deixando antever alguma idade mas sendo difícil de adivinhar os seus 11 anos de idade. No nariz mostra um ligeiro fumado, algum chocolate e pasme-se ainda alguma fruta. A acidez não é exuberante mas está presente. Também com alguma surpresa os taninos ainda mostram alguma vivacidade mas uma vivacidade bem elegante. Ainda mostra juventude nos seus 11 anos de vida e ainda deverá ter uma longa vida pela frente. Ainda bem que ainda tenho por aqui mais umas garrafas...

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Fui ao Mercado de Vinhos

Fui ao Mercado de Vinhos e dizia para a Ana no caminho: Hoje vamos visitar amigos... e assim foi, logo à porta tínhamos o João e o Tiago, da Garrafeira Estado d'Alma e do homónimo Bar/Bistro, que traziam vinhos de outros tempos.

Não andamos muito até encontrarmos a Christelle da Fonte Gonçalvinho e perdermo-nos por ali à conversa. Logo à frente estava a Tânia com os vinhos do Pedro da Herdade das Barras que sempre farão parte da nossa vida.

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Divulgação: Novos sabores outono/inverno chegam ao Egoísta

Nota de imprensa

Com o outono, chega à cozinha do chefe Hermínio Costa o pão transmontano, as amêndoas, o Queijo da Serra, os enchidos e o presunto. O mel, o risoto, os legumes da época, a carne de caça. E as rabanadas, prenúncio natalício, de dias frios e refeições mais encorpadas.

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Páginas mais Populares em Outubro de 2014

Os artigos mais populares no mês de Outubro de 2014 foram:

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Divulgação: 250 Anos de Histórias num Livro Invulgar

Nota de imprensa

A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, projeto de vinhos do Douro do Grupo Amorim, que iniciou a sua projeção em 2005, lança agora um livro que relata 250 Anos de Histórias, com autoria de José Braga-Amaral e prefácio de Bento Amaral.

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