Marquês de Borba Tinto 2011

O João Portugal Ramos iniciou a sua carreira em 1980 tendo trabalhado em algumas adegas cooperativas alentejanas às quais juntou assessorias fundamentalmente no Alentejo e a partir do final da década de oitenta por todo o país. Por essa altura também iniciou um projeto pessoal de produção de vinícola. A partir de 2003 dedicou-se exclusivamente aos seus projetos pessoais.

Numa altura em que muitas empresas produtoras de vinho não tinham pessoas formadas em enologia nos seus quadros e os enólogos eram desconhecidos do público em geral, foi um dos primeiros enólogos portugueses a obter o reconhecimento público. Foi o primeiro enólogo que conheci o nome.

O Marquês de Borba foi sempre a marca mais reconhecida da João Portugal Ramos e o lançamento da colheita de 2011 coincide com o lançamento da nova imagem para todos os vinhos da empresa.



A nova imagem parece cumprir aqueles que deverão ser os seus principais objetivos: tornar a imagem mais moderna, proporcionar uma associação imediata de todas as marcas à empresa e um fácil reconhecimento dos produtos nas prateleiras. Fico só na dúvida se não se tornará cansativa devido a ser uma imagem com alguns aspetos muito vincados. O tempo o dirá.

Quanto ao vinho, segue as pisadas dos seus antecessores sendo uma daquelas marcas em que podemos confiar ao longo dos anos. Um vinho muito bem feito com um perfil tipicamente alentejano em que o uso de madeira de segundo ano lhe dá alguma complexidade sem lhe retirar a fruta. Uma boa relação qualidade-preço.

O vinho provado foi gentilmente oferecido pelo produtor.

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